terça-feira, agosto 9

Textos - O QUE É LIBERDADE? PODE O CRISTÃO BEBER?

O QUE É LIBERDADE? PODE O CRISTÃO BEBER?


A segunda pergunta desta série é parecida com a primeira: Pode o cristão beber algum tipo de bebida alcoólica? A resposta inicial é sim, pois se isso faz mal à saúde e você decide usar, o problema é seu. Mas a resposta muda quando avaliamos a questão por outro ângulo, pelo lado do próximo. Devemos decidir rejeitar a bebida se acabaríamos dirigindo um automóvel sob o efeito do álcool. Devemos dizer não para que a dose não se nos torne inconvenientes, agressivos, ou coisa assim. Devemos dizer em ambientes ou perante pessoas que se escandalizam com isso. O problema da influência mimética sobre crianças e adultos, e o problema da dependência que ela pode causar continuam valendo aqui como no caso do cigarro. Outra vez, nós temos liberdade para decidir, mas quando colocamos o próximo em primeiro lugar, acabamos descobrindo que há mais motivos para dizer não do que sim.
 
Anderson de Oliveira Lima
Doutorando e Mestre em Ciências da Religião (Literatura e Religião no Mundo Bíblico) e Especialista em Bíblia (Tradição Profética) pela Universidade Metodista de São Paulo, Bacharel em Música (violão erudito). 
www.compartilhandonoblog.blogspot.com

domingo, agosto 7

Textos - O QUE É LIBERDADE? REFLEXÕES SOBRE A VIDA CRISTÃ E SUAS MUITAS REGRAS


O QUE É LIBERDADE? REFLEXÕES SOBRE A VIDA CRISTÃ E SUAS MUITAS REGRAS



Pelo título do texto vocês já devem saber qual texto tenho em mente. Pois é, ele mesmo, João 8.31-32: “Se vós permanecerdes na minha palavra sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Mas hoje não estou para exegese, quero fazer algumas reflexões pessoais sobre esse tema da liberdade, e depois, sobre a verdade que a ela costuma sempre estar ligada nos discursos cristãos. Seguindo o texto, geralmente falamos primeiro da verdade, para depois dizer que ela deve nos libertar, mas vou fazer o caminho contrário, por achar a “verdade” algo muito subjetivo, que só posso definir partindo do meu conceito de “liberdade”.


Para ir direto ao ponto, sempre defini liberdade como o poder e o direito de decidir. Ser livre não quer dizer que posso fazer de tudo, quer dizer que tenho a condição de dizer sim a algumas coisas, e não a outras, desde que a resposta tenha sido espontânea, própria, o mais livre possível de influências ou pressões. Um dependente químico sempre diz sim, mas não é livre para dizer não. Isso não é liberdade! Um cristão é livre quando pode dizer sim ou não a tudo. Nada lhe está vedado, ele pode julgar por si mesmo e decidir o que fazer.


Talvez eu esteja exagerando. Claro que há um parâmetro para guiar as nossas decisões cristãs. Não decidimos com base nas vontades instintivas, nem com base em hierarquias, nem com base em tradições, nem com base em mandamentos. O critério para cada decisão é a própria vida. Segundo Mateus 22.37-40, toda a Lei e os Profetas são cumpridos quando nós amamos a Deus e ao próximo. Deus e o próximo não são duas coisas diferentes aqui, quando falamos de ação, são quase sinônimos. Lembra-se que quando vestimos aquele que está nu, estamos vestindo Jesus? Lembra-se que quando negamos comida ao faminto, estamos negando comida a Jesus? (Mateus 25.31-46) Então, neste caso, façamos o bem ao nosso semelhante e os dois mandamentos estão cumpridos. Quer dizer, não há caridade para com Deus, boas obras, ou qualquer coisa que faça Deus mais rico ou mais pobre. Quando o amor a Deus extrapola os sentimentos e se manifesta fisicamente, como uma ação, ele é uma atitude benéfica para com outros seres humanos.


Esse é o parâmetro para o homem livre, tratar nossos semelhantes como gostaríamos que todos nos tratassem (Mateus 7.12), fora isso não há limites. Então, eu posso comer a carne de um boi que foi sacrificado aos demônios num ritual qualquer (1Coríntios 8.1)? A decisão é nossa, eu posso dizer sim ou não e isso não significa muito para Deus. Mas temos que pensar no irmão que por ignorância fica com a consciência “contaminada” (v. 7). Se isso faz mal ao irmão, então dizemos não à carne sacrificada, e assim cumprimos a Lei do amor. Mas se estou só eu, e não ligo pra isso, digo sim, como meu churrasco e tenho paz com Deus. Não sou hipócrita por agir de maneira diferente em cada situação, sou livre.


Em Mateus capítulo 12 temos algumas narrativas sobre Jesus agindo num sábado. Ele primeiro quebra a Lei do sábado ao deixar que os discípulos colhessem espigas quando tinham fome (v.1-8), depois ele volta a quebrar o sábado porque cura um homem dentro da sinagoga (v. 9-13), e por fim ele exorciza outro homem (v. 22-23), terminando de quebrar a tradição e suscitando o ódio dos religiosos. Esse é um bom exemplo de que não há Lei a não ser a Lei do amor ao próximo. Qualquer mandamento, tradição, hábito, regra ou dogma que porventura viole a Lei do amor, pode ser quebrada sem peso na consciência. Eu já disse isso antes, mas vou repetir: O homem não foi criado para a Bíblia ou para a religião, elas é que foram criadas para o homem.


A partir de agora vou colocar mais pimenta na discussão, trazendo algumas perguntas atuais que os cristãos encontram dificuldades para responder. Claro que vou abordar temas com os quais me identifico, casos em que já meditei antes. Estou pronto a ouvir as opiniões alheias, e aberto a novas sugestões de perguntas que podemos tentar responder. Vou fazer isso pausadamente, talvez postando um exemplo por dia. Visite o blog e opine.


Aí vai a primeira pergunta:

Pergunta 1: Pode o cristão fumar cigarro? À primeira vista, com base na Lei do amor ao próximo que nos faz livres para decidir, ele pode, desde que não faça com que outros fumem passivamente. O uso do cigarro faz mal só ao próprio fumante neste caso, e fumar torna-se falta de inteligência, não necessariamente um pecado. Mas pensando que podemos influenciar negativamente outras pessoas (principalmente os nossos filhos) com tal hábito prejudicial, e que isso causa dependência e tira nossa liberdade de escolha no final, eu diria que não convém fumar.


Anderson de Oliveira Lima
Doutorando e Mestre em Ciências da Religião (Literatura e Religião no Mundo Bíblico) e Especialista em Bíblia (Tradição Profética) pela Universidade Metodista de São Paulo, Bacharel em Música (violão erudito). 
www.compartilhandonoblog.blogspot.com

Textos - Uma parábola de nossa época

Uma parábola de nossa época



Alguns dias atrás eu assisti ao filme Fúria de Titãs, e me chamou bastante atenção este filme. Além da riqueza em seus detalhes, como os efeitos especiais, o cenário montado, dentre outras coisas, o que mais me fascinou, foi notar a riqueza teológica do mesmo. Neste sentido, eu o compreendi o mesmo como uma parábola de nossa época, no estilo das narrativas bíblicas. 

A Bíblia é um livro Sagrado para os cristãos, contendo dois Testamentos (diferente da Tora Judaica que só contem o Ant. Testamento) que tem a finalidade de narrar à história da salvação, que se concretiza em Jesus.
Ora, a Bíblia é um texto que contem muitas parábolas, principalmente Novo Testamento, aonde elas aparecem com muita freqüência nos ditos de Jesus, nos Evangelhos Sinóticos. Mas afinal de contas, o que são parábolas?
O dicionário gramatical do grego do N. T. edição de bolso, é bastante objetivo quando diz que uma parábola é uma: “história curta e instrutiva que contém uma analogia” (DEMOSS, 2004, p. 129). Sendo um pouco mais intenso, o teólogo Benito Marconcini, no livro: Os Evangelhos sinóticos, diz: “O vocábulo significa uma “realidade posta ao lado”, literalmente “atirada junto”: é uma comparação que se prolonga, uma narrativa que compara duas realidades, uma delas conhecida e diretamente entendida na narrativa; a outra a ser descoberta no final, de tal modo, porém, que se chegue a entender a ambas como uma unidade. A verdade entendida por meio da narrativa, portanto, não é uma verdade fechada em si mesma, mas encontra seu pleno significado naquilo que se descobre além dela (MARCONSINI, 2004, p. 221).
Portanto, depois de darmos algumas pinceladas no significado teológico deste termo, podemos dizer que o filme Fúria de Titãs é uma parábola de nossa época. Chegamos a presente conclusão porque entendemos que o presente filme, apesar de ser uma ficção com um tom secular (bastante existencialista), o mesmo tem um conteúdo puramente religioso.
Digo isto, por dois motivos, o primeiro deles é que apesar de não sabermos quais são as reais convicções religiosas do presente autor (o francês Louis Laterrier), percebo neste filme muitos elementos religiosos, alguns bastante parecidos com a tradição cristã (isto é normal, uma vez que o autor é normal, porque o cristianismo permeia a cultura ocidental). O segundo motivo é um complemento do primeiro, pois, este filme tem um enredo plenamente teológico (metafísico podemos dizer), porque o autor busca mostrar como a mitologia era fundamental para explicação da realidade no mundo grego.
Ora, deixa eu explicar logo porque este filme é uma parábola de nossa época. Começaremos com um breve resumo do filme seguido de nossa conclusão.
Se prestarmos atenção no filmo perceberemos a ânsia dos gregos em viverem livres dos deuses, pois, estes acreditavam que eles poderiam viver sem os mesmos.
Indo um pouco mais adiante, perceberemos a fúria dos deuses por conta desta rebelião, aonde decidem declarar guerra contra os seres humanos, aonde é pedido a vida da princesa, em sacrifício aos deuses, caso contrário a terra seria destruída. Neste momento aparece a figura central do filme Perseu filho de Zeus (personagem bastante confuso), que tem a missão de salvar a humanidade. Perseu é auxiliado por Io, que é uma espécie de conselheira.
O filme termina depois da derrota de Crakem (monstro aquático, criado por Hades) para Perseu, que consegue trazer paz a humanidade.
Isto lembra, a ânsia de emancipação dos homens do Iluminismo, que convictos que a humanidade havia chegado a maturidade, buscaram se livrar de todos os elementos religiosos que cercavam a sociedade. Este momento histórico o teólogo Rubem Alves chamara de Exílio do Sagrado, momento este que os homens abrem mão de Deus, para adorarem a outro: a ciência e a tecnologia.
Podemos dizer que nenhum filme é feito por acaso, mas tem uma finalidade, ou seja, ele quer vender uma idéia. Os homens de nosso mundo quiseram se livrar de Deus (ou dos deuses), mas não conseguiram, pois, aonde eles fossem Deus estava lá gravado em suas mentes e corações. Podemos ver isto na tradição ocidental (como foi dito acima) com as idéias de secularização[1][1] e progresso (teleologia, ou seja, a história tem uma finalidade) que fazem parte da tradição cristã.
É uma pena que os homens na tentativa de se livrarem de Deus ou deuses, transformaram o mundo que eles almejavam que fosse um paraíso, em um inferno, com milhares de mortos, para cumprir esta missão de um mundo sem Deus.
No entanto foi- se percebendo que mesmo com todo o progresso de nossas sociedades, a ciência não respondia a todas as perguntas feitas pelo homem, é ai que nasce um fenômeno, que é chamado por muitos historiadores, de pós- modernidade, que é a volta da religião a esfera pública. Laçando ao chão todos os mitos criados pelo homem moderno, que acreditavam que com o progresso da sociedade a religião iria desaparecer. No entanto não foi isto o que assistimos no último século.
Seria à fúria dos Titãs?
É obvio que em muitas coisas nós não precisamos mais de Deus, para explicar a realidade (entendam o que estou querendo dizer), por exemplo: quando chove e caem raios que matam milhares de pessoas, eu não digo que os deuses estão furiosos (como diriam os gregos, por exemplo), mas que isto é um fenômeno da natureza e uma série de outros fatores. No entanto, problema pode ser resolvido por um “para- raios”. Ou então quando alguém cai no chão com a boca espumando, na maioria das vezes, eu sei que não é um demônio, mas que a pessoa sobre de epilepsia.
No entanto eu não posso dizer que por conta destas descobertas do homem que contribuíram muito para o desenvolvimento da humanidade, que Deus não existe, ou que ele seja desnecessário.  
O fenômeno dos fundamentalismos religiosos é um fenômeno deste momento de tensão, nasce como uma reação a este atitude ateísta, mas que acabou se tornando em terrorismo.
Neste sentido, o filme é uma parábola (ou seja, uma critica ao mundo moderno, ou pós moderno) que mostra os homens tentando se livrar de Deus, todavia, os homens se esqueceram que Deus é imortal.
Como se pode perceber a minha leitura não é de cunho apologético (descupem- me os conservadores fundamentalistas que vem em tudo o que não é cristão de forma negativa), mas de apreciação, tentando perceber qual é a contribuição do mesmo, no que diz respeito à reflexão teológica.
Concordo com a afirmação de Paul Tillich que diz: Deus esta presente na existência secular, tanto quanto está presente na existência sagrada. (TILLICH, 2006, P. 36). 

Leonardo Ribeiro Santana  
Formado em Teologia
www.leorsantana.blogspot.com

sábado, julho 23

Textos - Jesus, o bobo da Corte

Jesus, o bobo da Corte



Herodes, vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito; esperava também vê-lo fazer algum sinal. E de muitos modos o interrogava; Jesus, porém, nada lhe respondia. Os principais sacerdotes e os escribas ali presentes o acusavam com grande veemência. Mas Herodes, juntamente com os da sua guarda, tratou-o com desprezo, e, escarnecendo dele, fê-lo vestir-se de um manto aparatoso, e o devolveu a Pilatos. Naquele mesmo dia, Herodes e Pilatos se reconciliaram, pois, antes, viviam inimizados um com o outro. (Lucas 23:8-12).

Quando uma vez por outra ligo a televisão e passo a ver programas evangélicos, que não sou todos, mas já deixo aqui minha opinião de que evangelho televisivo e rasgar dinheiro e manipular a massa mal instruída, em fim, fato é que as essa instituições a qual não me atrevo a chamar de igreja, por que igreja é outra coisa menos o que presenciamos, mas como o foco hoje não é igreja, paro,fico me perguntando. O que move essa massa a ir a esses lugares.

Não é preciso pensar muito ou fazer um grande esforço, são caras menos pastores que prometem mundos e fundos, desde um terreno no céu a libertação de prisão de ventre, milagres deixaram de ser milagres por que acontece toda hora, passando o olho a grosso modo se percebe até mesmo no testemunho de alguns, que se tratam em sua maioria de pessoas sem esperança, fragilizadas, menosprezadas, marginalizadas, pessoas que perderam até mesmo o brilho nos olhos, porque a pobreza tem esse poder, a doença tem esse poder, de arrancar a única coisa que o pobre ainda tem essa por sua vez a alegria.

Mais o que tem tudo isso que acabei de escrever com o relato de Herodes, "alguns ouvem as histórias a respeito de Deus e, de fato, acreditam nelas. Ficam espantados com os relatos dos milagres e chegam a lamentar porque não estavam presentes. "Piedosos", têm uma grande relação de perguntas que gostariam de fazer. São curiosos, interessadíssimos em transformar o Deus Vivo em um bobo da corte.

Esse era o caso do imperador Herodes Antipas, um tipo interessante da Galiléia nos dias de Jesus. Herodes era capaz de mandar prender um profeta como João Batista porque este o criticara (Lucas 3:18-20). Mas, ao mesmo tempo, tinha medo de João, um santo para ele e chegava a ouvi-lo "de boa mente" (Marcos 6:20). Nada disso, é claro, o impediu de decapitar o profeta (Marcos 6:16).

Este por sua vez teve a oportunidade de ver esse tal Jesus, pois Jesus havia sido preso por Pilatos e fora mandado para ser julgado por Herodes, Herodes deve te ficado muito alegre por que agora poderia ver Jesus e presenciar seus feitos, Herodes insistiu para que Jesus lhe mostra-se algum sinal, mas Jesus nada lhe entregou a não ser o seu silencio, Herodes deve ter ficado decepcionado, ainda sim lhe vestiu com as vestes reais e lhe mandou de volta a Pilatos.

A bem da verdade é que esses tais caras que mais parecem Herodes do que pastores possuem uma visão errada de Jesus, do Jesus que e mágico, artista, alquimista, ilusionista, do que a imagem do filho de Deus.

Continuam querendo fazer de Jesus o bobo da corte, a fé cristã afirma que Jesus é Deus a personificação de Deus, a imagem de Deus, não podemos aceitar um Deus que se submeta a ser uma marionete na mão desses pastores, alias que são pobres coitados enganando-se a si mesmos, achando que podem mandar em Deus, manipular Deus.

Como Deus pode receber ordens de meros mortais, se tornando um garçom a servir quando bem quero a meus mais ridículos desejos, como se Jesus fosse o gênio da lâmpada mágica, como se o nome de Jesus fosse uma varinha de condão, como se o nome de Jesus fosse sinsalabim, xirrim-xirrion, parangarico-tirrmiro-aro.

Deus é Deus e pronto a única coisa que rege as ações de Deus e seu amor por que ele é Amor.

Herodes achava que Jerusalém era Las Vegas e que Jesus era um David Cooperfield. Ele não queria ouvir sobre o Pai, o imperador desejava ver Jesus realizando algum sinal...talvez a transformação água em vinho ou alguma cura, até tirar um coelho da cartola servia.

Hoje muitos buscam as igrejas com este mesmo espírito. Elas não querem ouvir as duras advertências do Evangelho, não querem reconhecer a Jesus como Rei, tudo o que elas querem é...entretenimento! Esquecidas de que o culto é prestado pela igreja a Deus, pensam que os cultos são espetáculos dedicados a entreter os "fiéis". Já não tratam mais a Deus como tal...e pensam que ele é gênio da lâmpada ou um ilusionista.

Pastores que fazem de seus cultos um show onde a fé e banalizada, onde querem usar Deus como se ele fosse uma ferramenta para meu ganho, vemos muitos testemunhos onde pessoas afirmam receber o milagre divino.

Muitas pessoas me dizem que Deus por observar a fé das pessoas não olha para os corruptos, não mil vezes não! Deus não se vende, Deus não deixa ser usado para que seja ferramenta de marketing religioso, para que uns recebam e outros possam crê, se milagre fosse necessário para crê em Jesus, ele mesmo teria decido da Cruz, e daí não precisaria ter fé.

Em fim não posso como líder eclesiástico desconstruir as experiências subjetivas das pessoas para com Deus, mas também não posso me calar com tanto absurdo sendo feito e dito em nome de Deus, sei que se todos esses tais milagres fossem submetidos a um crivo cientifico, muitos seriam desmistificados e desmentidos empiricamente.

Jesus como Deus se negou a fazer sinais e prodígios para satisfazer o ego de Herodes, e ainda continua sendo ontem, hoje e eternamente, incorruptível, imaculado, Deus não precisa mostrar seu poder, Deus não precisa de se auto afirmar, ele é e pronto, se você crê ele é, se não crê ele vai continuar sendo.

E se deixarmas vai ser o centro de nossas vidas, o autor e consumador da nossa fé.

O pior e que esses tais caras que se dizem pastores, no final mesmo sabendo que Deus não se vende, continuam o glorificando o vestindo de gloria e o apresentando, eis ai Jesus o bobo da corte.

Keiker Oliveira

Formando em Teologia, baixista e Pastor da CCP
www.vozdedenuncia.blogspot.com

quarta-feira, julho 20

Textos - Sirva por Amor

Sirva por Amor

                               
Por que servir a Deus? Como servir a Deus? Para que buscar a Deus?

Perguntas, questões, dúvidas, respostas, preenchimentos, e vazios !


Tenho muito o que falar, porém não é oportuno entrar em alguns assuntos, os quais não tem um tom no qual é o tema proposto nesse artigo.


Deus não é acepcionista! Ele não ama só os cristãos! Não é eletista! Até porque em João 3.16 diz que Ele amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.

Bom, por sermos servos, amigos, criaturas, imagem e semelhança, filhos, será que estamos com o propósito de servir a Deus por amor?

Ou como escutamos em nossas igrejas, que muitas pessoas servem a Deus, pois tem medo de ir para o "inferno" ?

Não falo de religião, mas falo de Deus. Falo do construtor do amor, falo do grande Amigo, falo do grande Pai, falo do Deus da Graça !


Como o meu grande amigo Adriano disse em nossa igreja, que nós é que prestamos o culto a Deus, e não Deus a nós. Então vamos lá. Nos cultos hoje vemos que isso não tem sido muito possível, pois há divisões, há indiferença no meio do povo cristão, o qual deveria ser espelho do seu Pai, o qual mesmo pelas suas limitações deveriam buscar a cada dia mais e mais prestar um culto RACIONAL a Deus, sendo que nesse culto há um marco muito interessante que é a fé comunitária, e dentro dessa fé comunitária há um outro aspecto muito interessante, porém muito dificil de ser encontrado no meio da igreja: A COMUNHÃO.

Obs: E ainda há pessoas que participam da ceia do Senhor como se não tivesse acontecido nada. Mas como não sou eu que tenho o poder de julgar a ninguém, mas como está escrito para examinarmos a nós mesmos, porém tenho um papel como verdadeiro PROFETA (diferentemente para os fundamentalistas, que acham que profetas são aqueles que "adivinham"; sabendo que o verdadeiro profeta é aquele que denuncia o sistema.) que denuncia a desigualdade no meio deste mundo.


Mas o que é servir a Deus? Ir aos cultos de quarta, sexta, sabado, domingo, ou a semana inteira? Só orar, para que Deus venha visitar os pobres, sendo que esse é o nosso papel de repartir o pão ? De orar para que Deus venha curar, sabendo que a pessoa nunca procurou um médico, mas ela sempre fica resfriada, porém se tratar não quer, só espera a intervenção divina?

Digos-vos que isto não é servir a Deus.


Estamos muito longe de vivermos um cristianismo autêntico. Mas muito longe mesmo. Precisamos aprender com as primeiras igrejas relatadas na bíblia !


Mas o meu foco é que não podemos servir a Deus com medo de um suposto "inferno", ou "satanás", até porque aquele o qual nós servimos, ele é Grandioso.

Pois bem, sirva a Deus por amor, pois como o apóstolo Paulo diz: "Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra." (Filipenses 2:10). As pessoas interpretam muito errado essa passagem, pois Paulo se refere que todo joelho se dobrará, e que toda lingua confessará que Jesus Cristo é o Senhor; e com os joelhos dobrados e com as linguas confessadoras todos declaram em AMOR que Ele é o nosso Senhor.

Não sirva a Deus por obrigação, ou por medo não.

Sirva-o por amor. Sabendo que Ele nos amou primeiro. E esse amor é intransponível, incondicional, universal, e que através desse amor, que foi significado através da cruz do calvário, é que estamos aqui mais uma vez.


E para os fundamentalistas de plantão, quero dizer que Deus nos ama independente do que fazemos, e do que somos, claro que temos a consciência naquilo em que falhamos, porém sabendo que a graça de Deus superabundou todos os nossos pecados !!! Ainda há crentes (na minha visão dferente de cirstãos) que acham que Deus não perdoa. "Ah vai achando que Deus vai ficar te perdoando, vai! ". E isso nós temos que escutar. Vamos parar de julgar, e querermos ser santarrões, e vamos ler mais a bíblia né! Como não aceitar que Ele nos perdoa? O perdão de Deus sempre é presente nas nossas vidas, até porque qual é aquele que não peca em um só dia? Me fale a fórmula que eu também quero, pois só pode ser algo mágico mesmo!

Leia Efésios 1.7: "Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça."


Você mesmo tire as suas conclusões !


Amor não se define, ele se vive! Então viva por amor! Viva no amor! Aprenda a amar! Amar a Deus sobre todas a coisas! 

Gabriel Pacheco

segunda-feira, julho 11

16/ 07 Culto de Mulheres

Nos sábados do mês das férias as mulheres estarão fazendo encontros. Nosso objetivo do é alcançar e Alicerçar mulheres de todas as faixas etárias, de uma forma descontraída e dinâmica.


O Culto será realizado todo sábado do mês d julho e tem duração de 2h. Faça-nos uma visita.

domingo, julho 10

Textos - A Criança é a personificação do reino de Deus

A Criança é a personificação do reino de Deus

Essa semana alguns programas de TV mostraram uma cena chocante, um pai espancando o filho como se fosse um lutador de MMA dentro de um octógono com um adversário igual. O primogênito cansado de assistir e sofrer esse suplício filmou a tortura do irmão de um celular. Com o flagrante o pai foi preso, porém solto em seguida após o pagamento da fiança.


O vídeo mostrou uma criança sendo assassinada em vida, aos poucos, mais ainda assim o pai foi liberado. Os hematomas deixados não foram somente no corpo, mas na alma dessa criança. Existe uma omissão muito grande de nosso poder público em relação aos nossos pequenos. Essa nossa imprudência tem gerado subnutridos de alma, que quando adultos tornam-se dispersos no mundo. 


Ainda hoje a criança não é levada a sério, mesmo com toda nossa “evolução cultural” as vozes dos pequenos ainda são cerceadas. Lembro-me que no final de 2008 duas crianças, que foram ao conselho tutelar reclamar maus tratos, foram esquartejadas pelo pai e a madrasta após serem devolvidas a família. 


Estamos no século XXI mais nossa mentalidade é a mesma de séculos atrás, parece que qualquer atitude tomada em favor da criança causa um espanto. Quando Jesus tomou uma atitude em relação a crianças surpreendeu até mesmo seus discípulos, era algo novo e inesperado, em nenhum lugar da literatura judaica as crianças eram postas como modelos para os adultos, não muito diferente de hoje, o credo era que somente pelo conhecimento e a obediência à lei era possível alcançar a “salvação”.

Hoje mesmo podemos nos perguntar se os cristãos desde então tem entendido completamente essas ações e afirmações surpreendentes. Qual o sentido das crianças serem modelos a ser seguido e o que significa receber o reino de Deus como uma criança?

Jesus, aproveitando-se da presença de alguns fariseus, utiliza a típica fórmula judaica sobre o que é necessário para entrar no reino de Deus e a inverte ao declarar que não é o que funciona para a lei que é exigida para se entrar, mas, em vez disso, “quem não receber o reino de Deus como uma criança nunca entrará nele”.

Não era exigido que as crianças seguissem a Lei, muito menos previsto que elas a cumprissem ou entendessem, Jesus desafia a percepção dos adultos que estão sob obrigação da Lei e a cumprem.

É importante ressaltar também que a idéia de entrar no reino de Deus como uma criança, pode significar, “alguém que depende unicamente do favor divino”. A interpretação faz certo sentido na descrição das crianças nessa citação como alguém que não faz nada para obter a benção de Deus: são trazidas a ele, que as toma em seus braços e as abençoa. (Mc 10.15-16)

Se minha hermenêutica estiver correta, então nessa passagem Jesus ensina que os adultos devem se tornar como crianças ao renunciar à lei como base para entrar no reino de Deus e em vez disso, se apoiar simplesmente na dependência da misericórdia de Deus.

A criança aprende rápido porque não tem medo de errar, elas não teorizam, são livres. É claro que sua “liberdade” não as permite ditar novos conceitos, mas sua imaginação e inocência as libertam do julgo do sistema.


Nota-se a identificação de Jesus com as crianças e que elas tem o padrão de espiritualidade desejado por ele. As crianças nos humanizam, apresentam de forma gritante as virtudes dadas por Deus aos seres humanos. Elas aprendem brincando, elas priorizam os relacionamentos.

“É na criança onde a humanidade consegue concentrar o melhor daquilo que a graça comum tem emprestado a ela na tentativa de dar tempo para a nossa reversão, para a nossa salvação. Os valores que aparecem na criança são os valores que Deus deseja resgatar no ser humano... Nós os adultos, nos perdemos muito de Deus. Perdemos muito da fé. Não conseguimos mais crer como uma criança crê. Não conseguimos nos jogar nos braços de Deus como uma criança se joga nos braços do Pai. Então, vamos aprender fé com as crianças. Vamos aprender confiança com elas. “Vamos aprender dependência com a criança.” (Pr. Ariovaldo Ramos) 


Precisamos incitar uma observação mais atenta e mais sensível da criança e demonstrar a necessidade e possibilidade de aprendizado sobre o reino de Deus a partir delas e com elas. Concordo com Luiz Sayão quando escreveu que ”A criança é tão especial que Deus resolveu invadir a história humana na figura de um recém nascido. Em vez de descer diretamente do céu, ou de chegar repentinamente com um exército celestial para implantar seu reino.

A primeira coisa que se pondera ao descrever um recém nascido ou uma criança é sua fraqueza, pequenez, vulnerabilidade e dependência. Isso mostra que o verdadeiro poder de Deus está, mas mãos dos indefesos. O perfeito louvor (Mt 21.16) é cantado por aqueles que ainda não falam. A glória e o reino de Deus são anunciados sem palavras. Um Deus-menino não guerreia, não machuca, somente ama, se entrega e confia. E todo aquele que rejeita, agride, maltrata ou viola a inocência de um desses pequeninos o faz com próprio Deus.


O reino de Deus pertence aqueles que se tornam como crianças. Mas que reino é esse?
A melhor forma de descreve-lo não é como um lugar geográfico, mas como a maneira que Deus age.

Leonardo Pessoa

 
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